“Puro en la Mezcla”, Ale Kalaf Cia. de Dança Flamenca

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8/10. Espetáculo de flamenco. Centro Cultural São Paulo em 22/9/2017.

  • narrativa

Três músicos atrás, cinco dançarinas à frente; elas se apresentam todas em um primeiro momento, depois cada qual se exibe em um solo com participação ou não das demais; por fim, se reapresentam juntas.

  • recursos

Provavelmente essas constatações podem ser generalizadas para o flamenco como um todo; não tenho como saber por ora. De toda forma:

Dança Ostentatória — os solos são exibições de habilidade, demonstra-se como se sabe ritmar o sapateado, a agilidade dos gestos; as demais dançarinas, sentadas como plateia, comentam, incentivam. O break e o passinho compartilham esse dado duplo: o indivíduo que performa e a roda que delimita a performance.

Centralidade dos Objetos — a coreografia não se move só distributivamente, dançarina a dançarina, mas também recobre o uso de uma série de objetos: a dança se faz com sinos e castanholas nas mãos, gira mantilhas no ar, sacode leques coloridos. Aqui, isso implica em certo aspecto turístico da apresentação: todos os recursos são exibidos, “degustamos” a variedade do flamenco. Por outro lado, mostra uma segunda conexão formal entre este gênero e outros, e até com o esporte — as mantilhas voando me lembraram os tecidos na ginástica artística.

  • percepções-esboço

O diagonal da disposição dos braços. O círculo no rodeio das mãos e dos braços. A atitude de quem pastoreia a energia da música, e a lança para o público ou para as outras bailarinas. A potência no baque no chão.

  • acesso

Site Oficial

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